
Percorro caminhos brilhantes
De luz leve, cintilantes
Encontro desvios imensos
Nos quais sigo pelos tempos
Do tempo que não entendo
Mesmo esforço fazendo
Desbravo matos e moitas
Corto bravas silvas, afoita
Só encontro desencanto
Tristezas, quase em pranto
Cansaços, indiferenças
Sem nenhumas diligências
De tornar a vida um encanto
Não desisto e prossigo
Será que a Luz eu consigo?
Tento a paz, serenidade
Parte de mim na verdade.
Os espinhos do esquecimento
Dos pedidos de momento
Se foram com a tempestade
A revolta acalmo, domino
O ser objecto que abomino
Desprovido de inteligência
Controlo na minha demência
Mas lamento
Com sustento
O olvidar compromisso
Mas sigo, calma e serena
Pela noite que é amena
Que esclarece dormindo
Mesmo não vendo, sentindo
Respostas a questões prementes
Merecidas, esclarecentes
De escritos clarividentes
O tempo segue seus passos
Com ou sem embaraços
Não importa, cá estou
Aguardando o que sobrou
Não o querendo pra mim
Mas a vida tem o seu fim
Meditações em abraços
Caminho, trilho, seus passos
E mantenho o meu sorriso
Que sempre trago comigo
Até que a luz se faça
A quem deve, a abraça
A acalmia e serenidade m’enlaça…
(pintura de Miro)
Posted by amitaf324 at 11:02 PM Comentários: (3)
Dezembro 16, 2004
Comments em arquivo:
ResponderEliminarComentários: Pensamentos
...belas letras para um colorido Miró. Beijinho grande Enviado por Sónia em dezembro 17, 2004 01:56 PM
Eu na minha filosofia de vida sempre tive em conta a palavra "tentar", pra mim kem n arrisca n petisca e cm tal, eu tento sempr tudo,mas p vezes fico desiludida pk n consigo mesmo..mas pa mim so o facto de tentar ja é viver. Quem n tenta nada na vida vive c a tristeza e incerteza se teria conseguido algo ou n. adorei este poema amiga, é mt bom visitar-te e vermos estes poemas.Beijokas gandes. Enviado por andrye em dezembro 17, 2004 10:37 AM
E no fim, quando chega o abraço, é sempre tão bom :) Gosto muito das tuas palavras :) Beijo enorme. Enviado por Carla em dezembro 16, 2004 11:25 PM