domingo, abril 16
Soneto
Por ti escalei montanhas, corri vales
Bebi água da fonte, pura e cristalina
Cruzei numa frágil jangada, os mares
Empunhando a adaga, seguei neblina
Que se esbatia, mui densa e fria no ar.
Peguei num cavalete, pincéis e cores,
Colhi nuvens, orvalho, a prata do luar,
Misturei fogo com ternura de amores,
E comecei a pintar, no imenso areal
Que ante meus olhos s’abria. E sorrias.
Do vale e da fonte fiz escala musical
Da jangada e adaga um arco-íris tracei
A montanha em neblina cristalina usei
Por ti, meu Soneto, que pela tela fugias
(Tema para 4/Jun. - Vermoim)
Posted by amitaf324 at 12:14 PM Comentários: (2)
Maio 31, 2005
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ResponderEliminarComentários: Soneto
Li o poema de 2 maneiras. A primeira em silêncio. Gostei e achei que era muito bom. A segunda em voz alta. Vi que era ainda melhor, apesar de eu não possuir recursos declamatórios. Por isso minha amiga, prepara-te para ser felicitadíssima em Vermoim. Beijo*** Enviado por em junho 2, 2005 06:23 PM
E eu, que ainda não fiz o meu... e, o teu já publicado! Sou cá uma mandriona!! Agora só quero ouvi-lo... porque está uma beleza! Abraço saudoso :-) Enviado por Menina_marota em junho 1, 2005 09:55 PM