sábado, abril 29

No siêncio canto...














Será que um dia
ressurgirá a estrada
qu’à minha frente s’alinha
e que corre descuidada
por muros, betão armado
e nem a cidade ilumina?

Será que o azul do mar
cantará um hino d’amor e paz
pelas árvores pelas casas
e do parque que avizinho
soltarão pássaros trinos
nas canções inacabadas?

Será que na tela da praia
onde corpos jazem serenos
passará a voz do vento
rodopiando cantigas
numa eterna melodia
sem destino e sem senso?

Falarão as montanhas um dia
do deserto que as aninha?
Farão do céu estrelado
o seu leito inacabado
no vale qu'o vazio espreita?
Suaves são as letras de areia...

Daqui, onde me sento
tudo avisto nada vendo
Visto panos que não uso
e me dispo no silêncio
deste mundo nu e cru

11 comentários:

  1. "Daqui, onde me sento
    tudo avisto nada vendo
    Visto panos que não uso
    e me dispo no silêncio
    deste mundo nu e cru"
    ***************************PERFEITO E PROFUNDO, QUERIDA AMIGA*!
    ESTE ESPACO*, ESTA@ TAO LINDO QUANTO OS ANTERIORES, diria mesmo vai num CRESCENDO DE SIMPLICIDADE E BELEZA!!!
    ABRACO SAUDOSO!
    Sua Amiga, Heloisa.
    *******************

    ResponderEliminar
  2. Já te descobri!!

    Só agora li o teu comentário àcerca da forma de comentários do Blog. Vou ver que se passa e depois mando-te por email. Ok? Beijinhos e grata pela visita ;)

    ResponderEliminar
  3. É difícil de abrir este Blog. Que se passa? Será do meu PC? Mas está lindo! Tenho que actualizar os linkes. Vou tentar fazê-lo hoje de tarde, se o meu filhote me deixar "navegar" por aqui... eheh

    Sobre a forma de deixar os comentários, ainda não vi bem isso, tenho só tido tempo para postar, e mesmo assim à pressa.

    Deixo um abraço carinhoso e até logo ;)

    ResponderEliminar
  4. O teu poema é muito bom. Todo ele, mas o final é brilhante.
    Gostei imenso. Parabéns.
    Beijo querida amiga.

    ResponderEliminar
  5. VENHO DEIXAR ROSAS*:DE MAIO* E DAS OUTRAS*!!!!!!
    E, UM BEIJINHO!_MUITOS_!!!!!
    Sua Amiga,
    Heloisa.
    **************

    ResponderEliminar
  6. Bonita canção Amita, onde os cantos são de acordes ora tristes ora de esperança, a melodia enternece, as palavras gritam; a realeza das coisas são cruas e para se viverem! Beijinhos grandes

    ResponderEliminar
  7. Será...?
    Um belo poema com um final fascinante...

    Sempre maravilhosas as tuas palavras.

    Beijos com carinho e bom resto de semana*

    ResponderEliminar
  8. Lindo - principalmente
    "Falarão as montanhas um dia
    do deserto que as aninha?"
    Às vezes, pareçe que estamos a caminhar e não chegamos ao fim.
    Mas aqui encontrei novamente esperança.
    Obrigada
    Um abraço
    Marta

    ResponderEliminar
  9. Fazes da tua inspiração o belo de se ver e de se sentir.
    Um beijo, Amita.

    ResponderEliminar
  10. Querida Amita!

    A poesia que te está
    imanente
    Aqui surge
    bem evidente
    Com um toque
    de tristeza
    Que não oculta
    a beleza

    (e esta, hein? tenho cá uma lata...eh eh eh)

    Beijinhos, muitos

    ResponderEliminar
  11. "...Daqui, onde me sento
    tudo avisto nada vendo
    Visto panos que não uso
    e me dispo no silêncio
    deste mundo nu e cru"

    Aí onde te sentas, vês para lá do Mundo...na beleza das tuas palavras e da tua Poesia.

    Um abraço carinhoso ;)

    ResponderEliminar