sábado, abril 15

Silêncio ao Luar












Voando em asas de plumas
Segurei a face da Lua vendo
As folhas do Sol e as suas
Letras de fogo rubras de vento

Com mantos azuis colori
O pó d’estrelas nos céus
Cometas que jamais vi
Deslizando entre os meus
Abraços em nós padecendo

Cai a noite, tingindo o mar
Os peixes cantam baixinho
Em pontes suspensas ao luar
A barca qu’indica o caminho

E o barqueiro rema, rema até mais não
Poder. Seus braços pendem pr’ó chão
Seus olhos de marés frementes
É farol brilhando entre gentes
Que sobre a ponte incauta pára

Ouvindo da brisa os sussurros
De dor em dor transformada
Chaga de amor que não sara
São silêncios nus, são urros
Serenidade ao luar alterada


(imagem de Igor Amelkovich)
Posted by amitaf324 at 02:18 AM Comentários: (15)
Março 29, 2005

1 comentário:

  1. Comments em arquivo:
    Comentários: Silêncio ao Luar
    Lino o blog? Suas Autorias? PArabéns!!! Enviado por pri em março 30, 2005 10:14 PM
    Grandioso este poema, Amita! Gostei muito. Um beijinho :-) Enviado por Dora em março 30, 2005 07:30 PM
    Olá amita! A noite, o luar, alteram tudo. Alteram a nossa consciência do mundo e de nós. Belo poema. Beijinhos Enviado por lique em março 30, 2005 06:17 PM
    Gostei mt do poema! O teu blog é mt interessante! Enviado por Adivinha! em março 30, 2005 03:41 PM
    Oi, Amita: visitando seu novo 'template'. Transponho, portanto, o mar azul e profundo e venho em tua direção para acolher teus poemas em minha mão. Um beijo sob o oceano... Enviado por Bené Chaves em março 30, 2005 03:34 PM
    Amita, quando vestes esses silêncios? Um beijo Enviado por Frog em março 30, 2005 02:51 PM
    Muito bons os teus últimos poemas. Beijos :) Enviado por Betty em março 30, 2005 12:33 PM
    Tomar atenção ao silêncio que fala. Shiuuu... E tanto que nos diz. :) Bjs Enviado por Anjo do Sol em março 29, 2005 11:57 PM
    Vê o pior filme de terror da tua vida no meu Voz Oblíqua! =( Enviado por Wakewinha em março 29, 2005 07:56 PM
    Uau... adorei a imagem do luar, dos urros, da barca... e naveguei até ao passado... Beijo grande :) Enviado por Carla em março 29, 2005 03:43 PM
    a dor de amor é chaga que fica.... mas maior dor é a certeza que iremos magoar e fazer chaga em quem amamos por força do destino. Enviado por neverenough.blogs.sapo.pt em março 29, 2005 01:15 PM
    a dor de amor é chaga que fica.... mas maior dor é a certeza que iremos magoar e fazer chaga em quem amamos por força do destino. Enviado por neverenough.blogs.sapo.pt em março 29, 2005 01:15 PM
    a dor de amor é chaga que fica.... mas maior dor é a certeza que iremos magoar e fazer chaga em quem amamos por força do destino. Enviado por neverenough.blogs.sapo.pt em março 29, 2005 01:15 PM
    Amita, parece que me estou a tornar "blogdependente" do teu blog!!! Gostei deste poema, especialmente. Serve para o tema do próximo sábado e TU vais declamá-lo. É um desafio que te faço, eheheheh!!!! Abraços. Enviado por josé gomes em março 29, 2005 12:17 PM
    Fotografia espectacular num poema exuberante. Beijo. Enviado por Luis Villas em março 29, 2005 08:35 AM

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