
Não sou nada nem ninguém
Serei talvez a flor que caminha
No azul livre do espaço
Entre cidades
Em mãos de areia fina
Sendo nada afinal
Serei a luz que o barco ilumina
Quem sabe… o imenso mar
Que com seu canto enleva
A espuma peregrina
Serei a nuvem que no éter se desfaz
Que em laços o sol se aninha
Gota de orvalho, o doce luar
A fresca pradaria, infinda…
Onde em musicalidades se deita
O sonho, o poeta, a poesia
Se ninguém sou sendo nada
Serei a frondosa árvore cansada
Que o beija-flor abriga
A sombra silenciada
Nas cores ténues da brisa
Que serenamente vagueia
Entre as flutuantes cidades
Com as letras da alegria
E que em paz caminha
Nas palavras
(fotografia de Romero)
Posted by amitaf324 at 02:57 PM Comentários: (15)
Agosto 20, 2005
Comments em arquivo:
ResponderEliminarComentários: Entre Flutuantes Cidades...
Gostei da sensibilidade que demonstras ser possuidora.Parabéns! Bjks Enviado por intemporal em agosto 25, 2005 12:31 PM
És a flor, o sonho, a alegria que tão bem expressas em palavras! Um beijo grande para ti, amita! Enviado por MWoman em agosto 24, 2005 11:42 PM
Nada e tudo afinal... ;) bjs enternecidos pelas palavras que leio Enviado por Sofia em agosto 24, 2005 01:23 PM
e quem sabe ... ser bem mais além... beijinho grande Enviado por Sónia em agosto 24, 2005 01:12 PM
Amita, gosto da leveza da tua poesia. Cristalina também. Beijinhos. Enviado por JMTeles da Silva em agosto 24, 2005 12:12 PM
Passei para te deixar um beijo... boa semana :) Enviado por Menina_marota em agosto 24, 2005 11:47 AM
Gostei muito Amita :) Enviado por jacky em agosto 23, 2005 09:49 PM
Amita, Tu és o contraste da cidade!... És serenidade a cidade é tumulto!... Um beijo grande Enviado por frog em agosto 23, 2005 05:32 PM
Olá amiga; ufa, até que enfim, me parece ter conseguido entrar e deixar mensagem. Parabéns pelos trabalhos, pelas imagens, etc. Espero da próxima vez ser mais eloquente. beijos Maria Mamede Enviado por Maria Mamede em agosto 23, 2005 01:20 AM
Gostei do poema, bem como dos anteriores, que ainda não tinha lido por causa das minhas férias. Mas tu és alguém, que escreve bem... Beijinhos Enviado por NILSON em agosto 22, 2005 04:35 PM
Deixei de comentar blogues e de os fazer, quando se começou a tornar tão complicado fazer o registo, quando apenas queremos deixar uma palavra de apreço. Mas devo ter dezenas de endereços nos meus favoritos e hoje calhou vir aqui. Este teu poema é tão intimista que me faz pensar... o que nos leva a escrever na net? Para quem escrevemos? Será que a pessoa que leio dentro do teu poema existe? Enfim.... desculpa a intromissão. Gostei das tuas cidades flutuantes, mas pressinto uma ilha entre elas. Um excelente dia para ti e obrigada por partilhares. Enviado por LolaViola em agosto 21, 2005 05:14 PM
Poema muito leve e bonito:) beijos Enviado por wind em agosto 21, 2005 04:10 PM
As tuas palavras, sempre tão doces, que nos fazem pensar e repensar... gostei muito... adoro a tua poesia. Beijo terno ;) Enviado por Menina_marota em agosto 21, 2005 12:23 PM
Sempre que aqui venho Amita e encontro textos/poesia como este, fico a saborear as tuas palavras. Acendo cigarro e leio 1, 2, 3 vezes para apanhar todo "mel" que emana de tuas palavras. Nunca me canso de te ler menina poeta!!! Beijinhos grandes pra ti Enviado por In loko em agosto 21, 2005 06:50 AM
Olá Amita! Não sendo nada,somos tudo, porque não estamos dependentes das coisas materiais e afectivas que por vezes nos estrangulam a verdadeira liberdade! Ao som desta sonata, este poema torna-se algo de transcendente! Gostei muito! Aparece no "Palavra Entre Palavras", ficaria muito contente com os teus comentários! Bom Domingo! Um beijinho António Enviado por A.J.Faria em agosto 20, 2005 11:50 PM