
Lemo-nos perdidos no tempo
Que o vento distancia
E perante o agreste silêncio
Vivemos cada momento
Como outrora se fazia
E sorvemos
O dedilhar de palavras
Rubras, escassas, imaculadas
No afago da brisa dolente
Que pelo espaço se doba
Desdobra e cala
Sob águas convergentes
E lentamente
Cerramos as pálpebras das asas
Quando a noite nos adentra
E mergulhamos no mesmo vão-de-escada
Onde os sonhos musicados
Afloram a pele ausente
Assim te bebo e te apreendo
Na hora do medo parada.
E pelos traços na estrada dos mares
Contigo percorreria
Se…talvez um dia…
De amor me falasses
Que o vento distancia
E perante o agreste silêncio
Vivemos cada momento
Como outrora se fazia
E sorvemos
O dedilhar de palavras
Rubras, escassas, imaculadas
No afago da brisa dolente
Que pelo espaço se doba
Desdobra e cala
Sob águas convergentes
E lentamente
Cerramos as pálpebras das asas
Quando a noite nos adentra
E mergulhamos no mesmo vão-de-escada
Onde os sonhos musicados
Afloram a pele ausente
Assim te bebo e te apreendo
Na hora do medo parada.
E pelos traços na estrada dos mares
Contigo percorreria
Se…talvez um dia…
De amor me falasses
(imagem recebida sem identificação do autor)
poema in "Transparência de Ser"