sábado, abril 22

Na Hora do Arrepio












Por vezes
Quando a escassez do tempo se abre
Vagueio entre a prosa e poesia
Apanhadas ao acaso

Um dia
Encontrei belas palavras
E mergulhei inconsciente
No canto que as soletrava

Ante meus olhos corriam
Um caos em desatino
Afogado em falsas águas
Na obscuridade da noite densa
Um desafio vago, maldizente
Por flores que traços fazem
Uma obsessão demente
De utopia perdida no tempo
Na orla de sílabas espaçadas
Um caminho não cumprido
Que o Amor, a alegria
Consigo não traz

Tão iguais eram as palavras enfeitadas
Para agrado… sem brilho
Que fiquei suspensa na hora do arrepio
Adormecendo semanas

Quantas vezes
Um vazio desconhecido
Emudece o silêncio
Sereno
Da Paz



Poema in "Transparência de Ser"

12 comentários:

  1. Fazendo inauguração dos comentários: Escreveste um poema lindo. Há nele ( ou pelo menos eu faço essa interpretação)algum "desencanto" assim como dor e sofrimento, mas esses sentimentos "embelezam-no" ainda mais. Parabéns!
    Intemporal.blogs.sapo.pt

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  2. Amiga
    Obrigada pelo aviso.
    Estou gostando muito do que já consegui ler.
    Um abraço

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  3. Querida Fátima!
    Aqui estou na tua nova casa para a qual trouxeste bastante mobília.
    Já está bem recheada, mas tu não deixas de procurar sempre embelezá-la com coisas novas.
    Não sendo um amante de poesia, como sabes, procurarei cá vir ler os teus poemas (e prosas).

    Beijinhos

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  4. Olá menina linda,
    Aqui estou eu na tua nova casa:))

    O poema é uma torrente de sentimentos e emoções.

    Gostei muito!

    Beijinhos muitos

    Isa

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  5. Olá amiga: recebi o seu email e estou aqui atravessando este imenso oceano de águas pesadas. Sinto sua falta lá n'o apanhador. Boa sorte e sucesso no novo blogue!

    Um beijo natalense...

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  6. Mudaste, mas os poemas continuam belos como sempre:) beijos

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  7. Eu é que fiquei arrepiado com todos estes poemas que já publicaste neste teu novo blog.
    Boa semana.
    Beijos.

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  8. Aqui tou eu a visitar-te e a deixar uma bjoka de felicidades.

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  9. "na orla das silabas espaçadas
    um caminho não cumprido..."

    Tanta vez Amiga, nem são precisas palavras para o caminho se cumprir...um gesto basta...

    Parabéns!
    Gostei muito deste Poema.

    Um beijo da
    Maria Mamede

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  10. Quantas vezes o silêncio das palavras traz a inspiração.. Lindo poema, bem ao meu estilo. Adorei.
    Um bjo e bom feriado

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  11. Olá amiga, recebi o teu e-mail e vim conhecer a nova casa.

    As tuas palavras continuam divinais :)

    Deixo-te um sorriso e o desejo de um bom feriado.

    Beijos com carinho*

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  12. arrepio...foi o que senti neste silencio...

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