
Por vezes sou o embalo da dança
Caminhante nas pontas das horas
Que voa em seus passos serenos
Por vezes o fogo que se ateia
Em simples letras apenas
Por vezes sou a doce calmaria
Que o amor em ternura espelha
A ausência das águas da lua
Que no meu leito se banha
Mas há uma luz que incendeia
Um sorriso que se espalha
Um voar doce constante
Que a Natureza enfeita
Laços de Fraternidade
Puros
Singelos
Na distância
(imagem: GettyImages)
Posted by amitaf324 at 11:46 PM Comentários: (9)
Dezembro 2, 2005
Comments em arquivo:
ResponderEliminarComentários: Laços na distância
Lindo poema, Amita. Mas do que gostei mesmo, mesmo, foi dos teus comentários no meu território. Logo três. Beijocas e inté. Enviado por Espectro #999 em dezembro 9, 2005 07:42 PM
"Laços na distância" foi uma agradavel leitura que fiz, destaco os três primeiros versos que gostei particularmente. Beijinhos. Enviado por Maria do Céu Costa em dezembro 8, 2005 09:17 PM
Quando o sentimento que une as pessoas é puro e verdadeiro não há quem ou que desfaça esses laços...é lindo! bjus e um ótimo dia...qm sabe n haverá sol? Enviado por Jor em dezembro 7, 2005 03:19 AM
Há cerca de dois anos foi a febre. A bolgosfera era uma realidade imparável. Quem não tinha um blogue não existia. Era um facto. Todos nós tínhamos um, dois, uma mão cheia de blogues. Poesia, fotografia, política, erotismo, arte, opinião, música, fait divers, cinema, diários, reflexões, sexo, opiniões… toda a gente tinha tanto para dizer. Os blogues portugueses eram já alguns milhares e nós, obviamente, existíamos. Fazíamos blogues, como quem experimenta um prato novo para o jantar. Um por semana, era a média. Alguns queimaram-se, alguns não tinham sal, alguns mantiveram-se na blogosfera como pequenos petiscos que se saboreiam em noites e dias estrelados. Um deles, foi este. O Blogue de Cartas. A ideia surgiu numa noite de partilha e desafio. E porque não? Aberto a quem quiser participar. A Floreca disse Todos nós temos cartas que nunca escrevemos, cartas que nunca enviámos, cartas que nunca deitámos fora... Eu (na altura eramos mais de mim e de nós) achei que podíamos publicá-las. Regras deste blogue? Nunca as fizemos. Foram surgindo. O Blogue foi um sucesso. Divertimo-nos, rimos, escrevemos, exorcizámos fantasmas, apaixonámo-nos uns pelos outros, fizemos amigos. As pessoas foram aparecendo e ficando ou aparecendo e voando para outras paragens. Sem obrigação de ficar ou de partir. Apenas pelo prazer de escrever cartas, ou telegramas, ou bilhetes, ou mensagens ou.. ou… Há sempre um destinatário dentro das nossas cartas. Há sempre um homem ou uma mulher dentro das nossas palavras escritas. Agora decidimos reabrir o blogue de cartas. Esperamos pelas vossas… Enviado por LolaViola em dezembro 6, 2005 11:12 PM
Amita, deve ser uma enorme felicidade conseguirmos por aquilo que sentimos em verso, parabéns pela veia poética. Beijo, Alex Enviado por Alexandre em dezembro 6, 2005 08:21 PM
Poema lindo, cheio de sensualidade, gostei imenso. beijos Enviado por adryka em dezembro 6, 2005 03:33 PM
Continuas com a alma aberta e livre, muito arrebatadora também... saltitas de margem pra margem com o olhar, o sentir... asas de grande e doce dom! Este "Laços" está muito bom mesmo! Beijinhos grandes Amita Enviado por In loko em dezembro 6, 2005 05:00 AM
Que doçura de poema, Amita :) Beijo grande da Lina/Mar Revolto Enviado por Lina (Mar Revolto) em dezembro 4, 2005 04:22 AM
Olá, Os laços que cultivamos na nossa caminhada, são o melhor para nos identificarem como pessoas. O que espalhamos é um reflexo do que somos. Um beijinho, Enviado por A.J.Faria em dezembro 4, 2005 03:31 AM