Deambulações sem norte, sem sentido
Já os melros não cantam
recolheram suas asas, seus voos
As folhas, silenciosas das árvores
não mexem, não há brisa
Flores que perderam a côr
Águas que se quedaram
Passos que não se ouvem na calçada
A música emudeceu a melodia
Só imagens sombrias rondam
por todo o lado, ocupando espaços
inexistentes, perdidos no tempo
A natureza perdeu seu brilho
Os dias são noite escura como breu
Setembro 14, 2004

Comments em arquivo:
ResponderEliminarComentários: Escuridão
Quanta desolação. Espero que o dia de hoje traga cor. Beijo Enviado por Marta em setembro 15, 2004 08:37 AM
Ler estas palavras ao som da música... arrefece-me a noite e faz-me procurar um cobertor quentinho para me lembrar que há sempre uma forma de aquecer o coração. O tempo faz sempre a sua parte para que as mágoas suavizem, mas até o tempo precisa de tempo e tem as suas estações. Espero que acordes com um dia lindo e com um sol muito especial só para ti. Beijo grande. Enviado por Carla em setembro 15, 2004 06:22 AM
Cenário bastante desolador o que as tuas deambulações e devaneios nos propõem hoje Amita. E no entanto, é um cenário dos nossos dias... a banalização da dor, do sangue, do terror! Beijo para ti Enviado por In loko em setembro 15, 2004 05:15 AM