
Rasgando roupas e mantos
Me cubro de singelos cantos
Abraçando o momento
Buscando a Palavra no vento
O silêncio
Escalando íngremes encostas
Admirando a Natureza
Esplendorosa
Brilhante
Que tu gostas
Eremita errante
Procurando a Luz em meditação
Imóvel me quedo
Em sossego
Profunda introspecção
E voo pairando
Música no éter soando
Sem temor nem medo
Lavro a terra, faço o pão
Recolho folhas silvestres
Bebo água que mais não
São
Gotas de orvalho giestas
Intemporalidade
Acalmia da verdade
No saber das florestas
(pintura de Nicholas Roerich)
Posted by amitaf324 at 09:45 AM Comentários: (6)
Novembro 30, 2004
Comments em arquivo:
ResponderEliminarComentários: Eremita
Acho que ainda não te tinha felicitado pela música que tens no teu cantinho e que tão bem combina com a serenidade e a beleza dos teus poemas...Beijinhos amiga e uma boa noite para ti. Enviado por MWoman em dezembro 1, 2004 10:40 PM
Lindo, como sempre. E o desenho encaixa de forma perfeita, transmitindo uma grande tranquilidade. Beijo grande :) Enviado por Carla em dezembro 1, 2004 02:55 AM
Em comunhão com a natureza, mesmo a solidão encontra a companhia da beleza e da luz. O poema está lindo e traz uma sensação gostosa de paz. Enviado por Neusa em novembro 30, 2004 10:37 PM
Sempre bonitos os teus poemas. Eu tenho um problema sério com a solidão, odeio-a! Mas até eu, reconheço que de vez em quando precisamos ser eremitas. Enviado por Lino Gomes em novembro 30, 2004 10:21 PM
... a intemporalidade, o fascínio pela imobilidade, pelo voo...pairando, sem temor nem medo! Lindo este poema... Enviado por albino santos em novembro 30, 2004 02:42 PM
Lindo poema Amita amiga. De uma calma, uma serenidade impar. Confesso que Budei. beijão Enviado por Angela em novembro 30, 2004 01:11 PM