quinta-feira, maio 18

Interiorização


Tudo o que aqui vês faz parte dela
Dessa sombra fugidia e discreta
Em perpétuo movimento

Tudo o que dela vês são filamentos
De voz sussurrando o silêncio
Em terna forma de amar

Aromas circulares em cadência
Elevam as quatro pontas do tempo
Sempre que a sentes no ar

Pelos sulcos que a água o fogo traçam
Cruzam-se aves verdes em cantatas
Na harmonia do pêndulo

Se a sombra no pensamento desliza
Cortam-se-me as palavras com dolência
E esta pedra onde repouso e me sento
Me fita
E em estilhaços se desfaz

5 comentários:

  1. Uma música maravilhosa, serve de fundo a um poema *****

    Pára nessa "correria". Só fazes "stop" para leres o "conversas".

    Bom fds

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  2. Adorei a imagem..o poema nem se fala! um beijo grande e bom fim de semana amiga**

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  3. Eu só conhecia o Branco e Preto!
    E hoje vejo o B e P I, B e P II!!!
    Estou baralho!
    Amita,
    Eu nem sei se és de Lisboa.
    Mas deixo-te um convite no
    EXTRANUMERÁRIO que gostaria
    muito que aceitasses!

    Continua a sorrir!

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  4. Cara amiga, aqui estamos depois de um passeio nesta alameda poética, um momento reconfortante! Nosso agradecimento pela visita que muito nos alegra. Beijinho, Sylvia

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