quarta-feira, setembro 6

Nunca…


Imagem de Jean del Ville


Criam-se hábitos e ritos
Sublinhados pelos anos
E no sufoco do grito
Mergulhos há que nos dançam
Em profundas mansas águas

No silêncio se medita
Içam-se frágeis cabanas
Dizeres de Nunca ditos
Pelas sombras se espalham
Como garras afiadas…

E pelos sulcos dos anos
Deslizam orvalhos pesados
Que ao longe saudades ditam
Em apelos e mensagens
No colo que tudo abriga
Que resolve e simplifica
Em suaves e ternas palavras
E que cobrindo se destapam
Das sombras surdas
Na inconstância dos passos.

Quantas vezes não existo...
Mas sou humana!
Poema in "Transparência de Ser"

14 comentários:

  1. Adoro menina quando no repouso dos silêncios pegas nas fotos da memória e te pões a tecer pensamentos com agulhas de palavras outros caminhos não tidos... talvez perto... talvez muito perto!... É um gosto ler-te! Beijinhos Amita.

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  2. Um poema de sensibilidades tão sentidas, que se tocam na humanidade de ser realmente Humana, porque o ésde uma forma excelente.
    Um abraço carinhoso e bom fim de semana ;)

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  3. Um grito de alma, que se sente na profundeza do ser. Gostei muito!
    Beijo e bom fim de semana ;)

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  4. Que lindo, Amita!
    É dos poemas mais bem conseguidos nestes últimos tempos.
    Gostei.
    Beijo e um bom fim de semana. VIVA A CHUVA E O FRIO!!!

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  5. Olá,

    lindo poema palavras sentidas e profundas

    Gostei muito!

    Vem ao virtualrealidade o momento é de alegria.

    Jinhos

    Isa

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  6. Mas muito humana depois da poesia que escreves só podes acreditar que sim. Beijinhos para ti amiga

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  7. Beijinhos e obrigada pela visita

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  8. Passei para ler-te (estás preguiçosa...)e desejar-te um óptimo fim de semana;)

    Beijo ( e o nosso café?)

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  9. Olá amiga: muito grato pelas palavras carinhosas. E que bonito poema, hein? Principalmente o arremate final: 'Quantas vezes não existo.../Mas sou humana'! Parabéns!
    E vou-me, porém com saudade deste outro lado do oceano.

    Um beijo com saudade e carinho...

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  10. Maria, mesma coisa do outro, só verificando os links.
    Tinha esquecido d comentar sobre as imagens de ambos os blogs, lindas, bem selecionadas.

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  11. Passando para ler-te... mais uma vez...
    Beijo ;)

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  12. escreves lindamente e sinto-te num momente de particular inspiração.

    Quanto ao 'resto', amita, querida amiga,
    entendi o 'recado'. Também tu não achas graça nenhuma à desbocada da afrodite (embora tenhamos que reconhecer que ela tem lá excelentes poetas; não me queres tentar este género satírico? Seria uma honra e um prazer)

    Um beijo para ti

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  13. Quantas vezes não existimos, embora humanos! Quantas vezes tão sós no meio da multidão!Quanto temos de lutar, por vezes, para sobreviver no meio de tanta contradição.
    Beijinhos

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