segunda-feira, maio 15

De Maio, canto...














Quando me canta a saudade
Tão profunda, tão inteira
Por mais versos que cante
Não adia nem remenda
O que a saudade lembra

Cada história é gravada
Bem no fundo do meu peito
E os dias em desfolhada
Pairam em fios estreitos
Nesta longa caminhada

De Maio canto o primeiro
Que em três se repartiu
E em cada esquina enfeito
D’alegres, tristes espelhos
Cantigas que Maio abriu

Leves voam o quarto, o sexto,
No sorriso que me enlaça.
Os décimos segundo, terceiro…
E nos caminhos percorridos
Pinto de flores, de brilhos,
A memória que não pára

Se a saudade me lembra
Me aninho no azul, no branco,
E teço veladas letras
De amor, de paz e de laços
No doce silêncio de um traço



Poema in "Transparência de Ser"

2 comentários:

  1. Os teus poemas continuma deliciosamente divinais. Beijinhos e bom resto de semana*

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  2. Adorei o teu blog, passarei a visitá-lo frequentemente, se tiveres algum selo manda-mo para o colocar no meu blog.
    Um bfdsemana e tchauxau.
    António

    PS: Flutuando nas ondas saborosas do mar.

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