domingo, dezembro 8

Ví(vidas)

 
 
Partem
pelas horas tardias
quando o ocaso acontece
 
Lançam
sorrisos de fogo-fátuo
em trajes de aparências
 
Banham-se
quais iridescentes libélulas
em taça de espuma iminente
 
Expressam
em fúteis flores o vácuo
modelando amores, na internet
 
Anunciam
sentidos incongruentes
sob a hora da demência
 
Assim cantam o frio
na escassez da mente
onde tudo é leve, contente
e da vida não se pensa
 
 
 

 

1 comentário:

  1. Metáforas de vida num excelente poema que retrata e bem nodos se der e vivências que nos interpelam constantemente.
    Adorei!

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