domingo, outubro 14

Em silêncio canto

Canto o fio da mensagem
Condutor das horas mortas
Do vento as ondas, a dor
Quando bate à minha porta

Canto a barca florida
Deslizando em mansas águas
A breve nota, distraída
Que me enleia e me abraça

Os finos véus de areia canto
Do deserto em ouro tecido
O luar, o monte, o mar
Do sonho, a voz ao ouvido

Das crianças canto os passos
Em crescimento contínuo
E mesmo deitada danço
Palavras de sol e abrigo

E se por Ventura as canto
Desfolho searas antigas
Ternas memórias, encanto
No nomadismo dos dias

(pintura de Maxfield Parrish)

6 comentários:

  1. Olá! Ainda não me tinha apercebido deste teu cantar :)

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  2. E tu cantas e embalas tão bem minha amiga...

    Tens as portas dos sentidos sempre escancaradas, e tudo te toca, e tudo transformas em doce poesia!!!

    Adoro ler-te Amita...

    Beijinhos

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  3. Amita, minha amiga.

    Escreves muito bem, por isso ler-te é um privilégio e complementas com uma bela música de fundo e ainda a pintura.

    Bom fim de semana para ti e família.

    Beijo de quem te admira e quer bem.

    ZezinhoMota

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  4. Olá amiga Querida,

    O teu canto encanta... amei!

    Um dia feliz!

    Jinhos

    Isa

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  5. Que canto lindo! Abraços.

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  6. telúrico este canto.


    tocante.



    de prazer.



    Amita...


    tão belo.



    beijo.

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