
E sempre me surpreendes
E me indago: porquê?
Se já nem o próprio tempo
Se reveste das folhas doces
E sombra sépia de nós é
E sempre me pergunto pelo farol suspenso
Pelo voar pleno, imenso
Entre as cores deslizantes de um só traço
Que na minha caixa guardo
E onde plano… inconsciente
Ao mesmo ponto de partida regresso
Leda, nua, incauta e breve
Da fuga que a razão proclama
Pela casa, o esquecimento
Pelas janelas que a brisa traça, abertas
Pelas portas irisadas, amarelas
Pelo alpendre das ondas translúcidas
Gotejantes em forma de letras
Na escada onde me abrigo e suspendo
O ar rarefeito do tempo
E releio do sorriso a envolvência
Dos pontos leves que sigo
Do silêncio a transparência
Quando em branco me sento
Leve me surpreendo
E me indago: porquê?!!!
E me indago: porquê?
Se já nem o próprio tempo
Se reveste das folhas doces
E sombra sépia de nós é
E sempre me pergunto pelo farol suspenso
Pelo voar pleno, imenso
Entre as cores deslizantes de um só traço
Que na minha caixa guardo
E onde plano… inconsciente
Ao mesmo ponto de partida regresso
Leda, nua, incauta e breve
Da fuga que a razão proclama
Pela casa, o esquecimento
Pelas janelas que a brisa traça, abertas
Pelas portas irisadas, amarelas
Pelo alpendre das ondas translúcidas
Gotejantes em forma de letras
Na escada onde me abrigo e suspendo
O ar rarefeito do tempo
E releio do sorriso a envolvência
Dos pontos leves que sigo
Do silêncio a transparência
Quando em branco me sento
Leve me surpreendo
E me indago: porquê?!!!
Poema in "Transparência de Ser"
Olá Amita que saudades tinha de te ler. Continuas a publicar poemas fantasticos. Consegui dar um pulinho por aqui e deixo um enorme beijo* Até breve, Andrye.
ResponderEliminarJá voltaste, YES!Beijinhos amiga!:-)
ResponderEliminarOlá amiga: transpondo aqui este mar bravio e o atravessando com alegria para deliciar-me com seus cantos e cantorias. Volto-me reconfortado para o meu lugar nordestino que nos sufoca de calor.
ResponderEliminarQue vc fique em paz!
Beijos e mais beijos sobre o furor das águas inquietantes...
A branco e preto de deixo um beijo...
ResponderEliminarDe antologia, este poema que eu gostaria muito os teus leitores pudessem reler. E ler. É bem certo que a tua poesia é imensamente bela.
ResponderEliminarBeijos meigos
Há muito que não vinha cá e fiquei surpreendida por este belo poema.
ResponderEliminarEstes porquês, por vezes, cansam-me, mas nunca temos a resposta para tudo.
Obrigada pela partilha. Espero que passes por lá.
Beijos e abraços
Marta
Ainda bem que voltastes, apesar de eu andar meia ausente...
ResponderEliminar"...Pela casa, o esquecimento
Pelas janelas que a brisa traça, abertas
Pelas portas irisadas, amarelas
Pelo alpendre das ondas translúcidas..."
... a tua inspiração é uma fonte jorrante...
Um abraço carinhoso e um sorriso do tamanho do mundo ;)
E porquê Amita?... porque no gotejar das palavras lagos se formam no teu peito, que em silêncio absorves os aromas, uns bons outros nem por isso! E indagas as razões do planar incompreendido encostada às janelas descoloridas, à translucidez que percebes e mais ninguém vê! Ao consolo do vão da escada onde torrentes de pensares fervilham e confortam, ou não, a satisfação de seres como és:... cognitiva, recipiente de sentimentos imensos e solitários também! Beijinho grande
ResponderEliminarUm belíssimo poema cheio de interrogações:)
ResponderEliminarAgradeço todo o apoio e amizade;)
beijos
Querida Amita!
ResponderEliminarEste poema é muito bonito!
Segundo a minha leitura tu falas-nos do regresso a uma casa onde passaste uma parte da tua vida (talvez na infância).
Se não for assim...é parecido...eh eh.
Obrigado pela tua visita e pelo teu esforço em ler aqueles posts todos.
E pelos comentários, claro!
Escreveste a certo ponto:
"...mulher oficial em casa (que é sagrada :)), e fora uma, duas ou três dependendo da situação económica e/ou profissional...".
Ora com isto é que não concordo porque todas as mulheres tem uma profissão e trabalham fora de casa, excepto a velhinha de 81 anos mas, para já, a reforma ainda só vai para os 65. Talvez não falte muito que seja aos 80, 85, 90...eh eh.
Deixa-me que te diga que esta (blogo)novela é um conjunto de histórias envolvendo membros de uma família e algumas personagens complementares.
Postei 4 partes. Escrevi 14 e espero escrever ainda muitas mais. E posso garantir-te que os comportamentos humanos que pretendo retratar são os mais variados. Alguns serão mesmo surpreendentes.
Vai aparecendo, ok?
Beijinhos
Achas que sou bom a fazer propaganda?
ResponderEliminarah ah ah
Minha querida Amita I (eh eh)!
ResponderEliminarPeço-te mil perdões por ter interpretado mal o teu comentário, mas tal deve-se concerteza ao meu avançado estado de sonolência quando o li.
Nem sei como me redimir!
Acho mesmo que não tenho remissão!
Podes bater-me (mas não muito que eu não sou masoquista) que eu mereço!
Eu é que prometo ler os teus comentários com mais atenção!
Beijinhos meus
Li e reli. Gostei muito. Beijos sem interrogações.
ResponderEliminarAmei seu poema(s)!
ResponderEliminarBelíssimo este texto musical!
Sou apaixonada por piano.
Adorei a pintura de Graça Martins!
Prometo estar mais vezes
para VER/LER em + pormenor.
Bem-Vinda a meu simples canto.
Desejo uma linda semana
Beijinho
Amei seu poema(s)!
ResponderEliminarBelíssimo este texto musical!
Sou apaixonada por piano.
Adorei a pintura de Graça Martins!
Prometo estar mais vezes
para VER/LER em + pormenor.
Bem-Vinda a meu simples canto.
Desejo uma linda semana
Beijinho