
Os lírios, as açucenas
Os tapetes de rosas que trilhas
São cânticos de árvores antigas
Na sua rama serena
E dás-me as boas-vindas
E te desfazes em traços
Prolongando o abraço
Que o tempo distancia
E a hora treme de estrelas
E me dizes: corre, avança
Nesse cantar de criança
Desfolhado em brancas penas
Quando o silêncio se abre
Na acalmia que sabes
E em segundos voas, apenas
Descem pelas folhas, sobre mares
As orvalhadas pétalas das flores
Qual árvore por terra jorrada
Livre, já despojada
Dos sons utópicos da noite
Sorvendo do passado os lamentos
De quem seguiu outra estrada.
E os brados dispersos do vento
Em sol se abrem no aconchego
Do pó de areia no deserto
Como renascem no Outono
As flores delicadas e singelas
Em sorrisos ternos, amenos.


















